Perguntas frequentes do Painel do Fogo

O painel do fogo é uma plataforma Web que disponibiliza informações sobre incêndios e queimadas no Brasil. Seu principal foco é subsidiar o acionamento de brigadas ou batalhões durante o combate ao fogo. A plataforma combina dados de diferentes satélites para informar ao usuário o “status” mais recente sobre uma queimada ou incêndio de modo que um evento esteja associado a uma ocorrência ou acionamentos de equipes. Com este foco o painel do fogo integra necessidades intrínsecas ao acionamento:

  • Obter dados em tempo quase real (ou o mais rápido possível);
  • Associar eventos de fogo com ocorrência/acionamento;
  • Priorizar eventos a partir de um indicador que permita a comparação entre os eventos;
  • Avaliar a dinâmica da cobertura do solo e a dinâmica do fogo a partir de dados vetoriais bem como imagens ópticas para traçar estratégias de combate filtrando os eventos por camadas territoriais (estado/município).

É importante ressaltar que, em 2021, o painel foi sendo disponibilizado em formato experimental. Isso significa que algumas funcionalidades ainda estão sendo desenvolvidas e que a metodologia de agregação de eventos e do indicador de severidade ainda estão sendo validadas. Portanto, pedimos que os usuários enviem seu feedback e sugestões de melhorias para o e-mail: paineldofogo@sipam.gov.br.

A partir das observações dos sensores orbitais VIIRS (satélites NOAA-20 e Suomi NPP) e MODIS (Aqua e Terra), é obtida uma camada vetorial contendo pontos nas localidades em que há detecção de fogos ativos. A resolução espacial das imagens que originam essa camada de pontos é de cerca de 375 m (VIIRS) e 1 km (MODIS).

A abordagem do Evento do fogo tem as seguintes etapas. Primeiro, depois de receber os dados no servidor local a cada passagem, os novos focos de calor são agrupados em vários “clusters” ou “detecções” usando a posição geográfica dos focos de calor e um algoritmo de agrupamento automático. Não fazemos distinção com relação a quantidade de focos de calor para formar um novo cluster ou detecção. Esses aglomerados são então comparados espacialmente com eventos de fogo existentes. O resultado automatizado desta metodologia pode ser visualizado na imagem abaixo.

 Instrução visual

Se um cluster não estiver próximo a nenhum evento de fogo ativo existente, usamos todos os focos de calor dentro do cluster para formar um novo evento de fogo. Este novo evento recebe um ID como atributo que sirva de “localizador” no sistema Painel do Fogo. Se um cluster estiver localizado próximo a um evento de fogo existente que ainda está ativo, fusionamos o cluster de menor área que se torna uma extensão do evento de maior área, permitindo que esta fusão gere um único evento ainda maior.

Em torno de cada um desses focos de calor é gerado um buffer de 400 m de raio. Este buffer é denominado “detecção”. Quando duas ou mais detecções originárias de uma mesma passagem de satélite se intersectam, elas são fusionadas em uma única detecção. Com isso, tem-se a certeza de que na região delimitada por uma detecção há um ou mais pontos de fogo.

A escolha de um raio de 400 metros leva em consideração duas premissas: 1 - Não pode ser menor do que a resolução espacial mínima do sensor VIIRS; 2 – Não tem a intenção de representar uma resolução espacial, mas sim um artefato geométrico para agrupar focos de calor, o que possibilitou a junção dos sensores VIIRS com MODIS. Alguns trabalhos vêm discutindo qual é o valor ideal para realizar o agrupamento e determinar a forma vetorial do evento.

Um estudo mais recente (Chen. Et al, 2022) que estudou a parametrização de um valor para determinar a forma vetorial sugere que 1 km foi ideal para equilibrar a delimitação entre pequenos, médios e grandes eventos de incêndio na California, um valor próximo dos 800 metros de diâmetro estabelecido pelo algoritmo do Evento Individual do Fogo.

Eventos de fogo de menor tamanho estará consideravelmente superestimado enquanto que eventos de maior magnitude a superestimava é baixa. Por isso o valor de área acumulada mostrada no painel do fogo deve ser usado somente para comparação entre eventos no momento de priorização e tomada de decisão. Para outros interesses indicamos o sistema ALARMES. A equipe do Censipam está preparando um estudo sistemático para compreender esta limitação metodológica e propor melhorias.

O painel do fogo usa três critérios:

  1. Área acumulada > 1 km² (necessariamente precisa conter mais que dois focos de calor)
  2. Escopo espacial: Brasil menos áreas espúrias (ver definição no glossário).
  3. Evento ativo ou em observação. O evento é considerado ativo quando teve detecção nas últimas 48h e em observação quando a última detecção ocorreu entre 2 e 4 dias desde a detecção mais recente. Após esse período, o evento é considerado extinto e sai do painel.

A relação entre foco de calor e incêndio/queimada não é direta e por este motivo não se associa a uma ocorrência/acionamento de maneira simples. Durante as operações Verde Brasil I e II no âmbito da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) decretada pelo presidente em vigência nos anos de 2019 e 2020, o Censipam identificou que era necessário criar uma abordagem que se associasse ao padrão de acionamento de equipes de combate. A abordagem que mais se adequou a necessidade foi a de agrupar focos de calor para diminuir o excesso de informações ocasionado por vários focos de calor em uma determinada passagem.

O Censipam desenvolveu um indicador de nível de severidade do acionamento, com o objetivo de facilitar o rastreio de eventos em função do nível de atenção que ele exige e, assim, subsidiar o acionamento e a distribuição das equipes de combate ao fogo. Para que o indicador seja útil ao acionamento foi preciso estabelecer duas premissas: 1 – Plotar em forma de gráfico para que seja comparado os níveis de severidade dos eventos em uma determinada área de interesse; 2 – Reavaliar a severidade ao longo do tempo já que a dinâmica do fogo é variável. Assim, quando um evento diminuir a severidade de acionamento é possível priorizar outro combate.

Conforme comentado por de Faria et al (2022), o indicador de severidade foi modelado por meio do método MACBETH de decisão multicritério, a partir de propriedades inerentes ao fenômeno detectado. As propriedades do evento, definidas a partir de uma ampla consulta aos que combatem o fogo, foram: (i) área acumulada do buffer do evento; (ii) duração do evento; (iii) incremento de área entre a atual detecção do evento e a anterior; e (iv) intensidade do fogo (FRP - fire radiative power).

O indicador é recalculado a cada nova detecção do evento, gerando uma série temporal do nível de severidade dos eventos que pode ser visualizada no gráfico. Por considerar as constelações dos sensores VIIRS e MODIS, a capacidade de detecção do evento varia conforme os horários de passagem dos satélites, podendo ter um intervalo mínimo de cerca de 1h e máximo de 8h, o que faz com que o indicador seja atualizado em tempo quase real.

A interpretação do indicador deve ser feita de forma comparativa, a fim de identificar eventos mais severos dentro de uma mesma área de interesse ou de rastrear a evolução da severidade de um evento ao longo do tempo.

A modelagem do indicador não considerou fatores extrínsecos ao evento, o que deve ser analisado pelo usuário a partir de uma análise de contexto do evento com as informações, imagens e camadas disponíveis.

O Painel do Fogo combina um gráfico de severidade com visualizador de mapas web para cruzar imagens de satélites óticos em tempo quase real com camadas territoriais. Com as funcionalidades já implementadas na versão atual, o usuário consegue rapidamente identificar quais eventos exigem maior atenção das equipes de combate ou merecem ser sobrevoados.

Há um conjunto de formas de navegar no Painel do Fogo. A seguir, detalhamos algumas delas.

  1. Busca por área de interesse (zoom ou filtro):

    Assim que o Painel do Fogo é aberto no navegador, ele mostra todos os eventos ativos ou em observação na Amazônia Legal e Pantanal. Há duas formas de restringir a visualização dos eventos para sua área de interesse (AI): dando zoom no mapa até a AI ou utilizando o filtro de evento. Na atual versão do Painel do Fogo, o único filtro que está funcional é o de busca por ID do evento.

  2. Busca por eventos usando dados geoespaciais para análise de contexto (camadas-base):

    Após selecionar sua área de interesse (AI), é possível realizar uma consulta espacial para análise de contexto do que está acontecendo na região. Isso deve ser feito ativando-se as camadas disponíveis no menu à esquerda (camadas principais do painel) ou as camadas-base disponíveis no ícone do canto superior à direita:

    Instrução visual

As camadas bases estão descritas na tabela a seguir. Estes produtos tem o objetivo de subsidiar a análise de contexto a partir da técnica de interpretação visual das imagens.

Camada Base Descrição Análise de contexto (Chave de Interpretação) Escala Frequência de atualização Fonte
Open Street Map Camada Padrão Open Street Map Localização - - OSP
Google Satellite Camada Padrão de alta resolução Definição do terreno Submétrica - Google
NASA: MODIS (Terra) Imagem ótica em cor verdadeira Área queimada e pluma de fumaça 250 m Diário NASA
NASA: MODIS (Aqua) Imagem ótica em cor verdadeira Área queimada e pluma de fumaça 250 m Diário NASA
NASA: VIIRS (NOAA-20) Imagem ótica em cor verdadeira Área queimada e pluma de fumaça 375 m Diário NASA
NASA: VIIRS (S-NPP) Imagem ótica em cor verdadeira Área queimada e pluma de fumaça 375 m Diário NASA
NASA: VIIRS Nighttime imagery (NOAA-20) Imagem ótica em cor verdadeira Luminosidade de fogo ativo durante a noite 375 m Diário NASA
PLANET Imagem ótica em cor verdadeira Tipo de vegetação/uso da terra 4m m Mosaico mensal PF
SENTINEL-2: Composição Cor Verdadeira Imagem ótica em cor verdadeira Tipo de vegetação e pluma de fumaça 10-20 m 5 dias ESA
SENTINEL-2: Fogo Ativo Imagem ótica composição R(11) G(8A) (4) Identificação de cicatriz e fogo ativo (frente de fogo) 10-20 m 5 dias* ESA
INPE: fumaça - - - Diário INPE
INPE: Número de fogos (25x25 km) Global Forecast System - GFS Distribuição de equipes em regiões com mais de um evento 25 km Diário INPE
INPE: Precipitação Observada Global Forecast System - GFS Condição natural de atenuação ou extinção do fogo 10 km Diário INPE
INPE: Precipitação Prevista (Amanhã) Global Forecast System - GFS Condição natural de atenuação ou extinção do fogo 10 km Diário INPE
INPE: Risco de fogo Observado Apresenta a suscetibilidade da vegetação para sua queima, do ponto de vista meteorológico Possibilidade do evento continuar 1 km Diário INPE
INPE: Risco de fogo (Previsto 2 dias) Apresenta a suscetibilidade da vegetação para sua queima, do ponto de vista meteorológico Possibilidade do evento continuar 1 km Diário INPE
INPE: Umidade Relativa Observado Global Forecast System - GFS Condição natural favorável ao evento 25 km Diário INPE
INPE: Umidade Relativa (Previsto 2 dias) Global Forecast System - GFS Condição natural favorável ao evento 25 km Diário INPE

As camadas principais são as de “Eventos” e “Frente de Fogo”. As auxiliares são “Rodovia Federal (DNIT)”, “Terra Indígena (Funai), Limite Municipal (IBGE), Unidade Conservação Federal (MMA), Assentamento Federal (INCRA), Brigadas (Corpo de Bombeiros), Quilombo (INCRA), Trajetos do Censo Agropecuário (IBGE), Linhas de Transmissão (ONS) e Temporal Queimadas. As camadas auxiliares tem por finalidade subsidiar a análise de contexto em conjunto com as imagens de satélite.

Camada Tipo Descrição Fonte
Eventos Polígono Eventos individuais de incêndio e queimada que estão ativos ou em observação. As cores dos polígonos representam há quanto tempo foi observada a última detecção de foco de calor para cada evento (1 dia; 1-2 dias; 2-4 dias e acima de 4 dias). Censipam
Frente de Fogo - 24h Ponto Focos de calor observados nas últimas 24h, destacando a frente de fogo ativo de cada evento Censipam
Rodovia Federal Linha Rodovias federais com e sem pavimentação DNIT
Terra Indígena Polígono Polígono de Terras Indígenas FUNAI
Limite Municipal Polígono Polígonos que indicam os limites municipais IBGE
Unidade de Conservação Federal Polígono Polígonos de Unidades de Conservação Federais MMA
Assentamento Federal Polígono Polígonos de Assentamentos Federais INCRA
Brigadas Ponto Localização das Brigadas de Corpo de Bombeiros, representadas pelo ponto da brigada e um buffer de 80 km simulando a área de abrangência de cada brigada Corpo de Bombeiros
Quilombo Polígono Polígonos de Quilombos INCRA
Trajetos do Censo Agropecuário Linha Linhas vicinais obtidas dos trajetos percorridos pelos recenseadores durante a coleta de dados do Censo Agropecuário 2017. Esta camada auxilia no planejamento logístico de deslocamento das equipes de campo IBGE
Linhas de Transmissão Linha Localização de linhas de transmissão ONS

É possível fazer o download da camada de eventos no formato ".kml" ao clicar no ícone de nuvem ao lado da camada principal.

Os atributos disponíveis na camada estão listados e descritos na tabela a seguir:

Classe de atributo Atributo Descrição
Propriedades do evento id_evento Número de identificador único do evento de queimada e incêndio
Status id_status_evento 1 – ativo; 2 – observação; 3 – extinto; 4 – extinto por fusionamento
dt_minima Data da primeira detecção do evento
dt_maxima Data da última detecção do evento
dias Tempo decorrido desde a última vez que houve detecção do evento (fração de dias
Propriedades do evento persistencia_dias Duração do evento (dias)
qtd_deteccoes Quantidade de detecções observadas desde o início do evento
area_total_evento Artifício geométrico que representa o tamanho total do evento desde o início até a última detecção, agrupando o buffer de todos os focos de calor contidos dentro deste evento (km²)
Localização nome_municipio Município em que o evento está localizado
Domínio cod_terra_indigena Código identificador da Terra Indígena
nome_terra_indigena Nome da terra indígena que intersecta o evento
cod_unidade_conservacao Código identificador da Unidade de Conservação
nome_unidade_conservacao Nome da Unidade de Conservação que intersecta o evento
cod_quilombola Código identificador do Quilombo
nome_quilombola Nome do Quilombo que intersecta o evento
cod_projeto_assentamento Código identificador do projeto de assentamento federal
projeto_assentamento Nome do projeto de assentamento federal que intersecta o evento

Após selecionar sua área de interesse (AI), também é possível selecionar eventos de acordo com o nível de severidade. Para isso, clique no ícone do gráfico disponível no canto superior direito (ícone na figura abaixo).

Ícone para buscar eventos

Conforme mostra a animação abaixo, a tela do gráfico abrirá em formato reduzido. Para estender o gráfico até a data atual, deve-se aumentar a janela no canto inferior direito do gráfico. Também é possível selecionar o período de tempo desejado, definindo um intervalo na linha do tempo abaixo do gráfico, como mostra a figura a seguir:

Para buscar o evento com maior nível de severidade na AI, deve-se restringir o intervalo de tempo para mostrar apenas as últimas detecções e clicar na linha do gráfico que possui maior valor de severidade. Ao fazer isso, o Painel do Fogo automaticamente direciona o usuário para o evento correspondente à linha do gráfico.

As informações das detecções de cada evento podem ser consultadas na tabela de evento. Pode-se acessar a tabela do evento de duas formas: clicando no evento no mapa ou selecionando o ícone de “ativar tabela” (disponível no canto superior direito).

Ícone para buscar eventos

As informações disponíveis na tabela são: ID do evento, domínios, registros do CAR na área do evento, uso e cobertura do solo, coordenadas, status, data das detecções, área acumulada, quantidade de focos, duração do evento e velocidade de expansão. A definição das informações está disponível na tabela abaixo e no Glossário. As informações cuja fonte é o evento de fogo são consideradas intrínsecas ao evento.

Evento de foco
Informação Definição Fonte
ID do evento Número identificador gerado quando o algorítimo gera um evento de fogo Evento de fogo
Domínio Classifica a localização do evento em terra privada ou tipo de terra pública SFB
Uso e cobertura do solo Informa o tipo de uso e cobertura do solo a partir de uma busca das coordenadas do evento na Coleção 6 do Mapbiomas para o ano de 2020 Mapbiomas
Coordenadas Centroide do evento de fogo Evento de fogo
Status Informa a data/hora mais recente em que houve fogo ativo dentro do evento registrado por um dos seguintes satélites AQUA, TERRA, S-NPP, NOAA-20 e GOES-16. Evento de fogo
Data das detecções Data de aquisição do foco de calor agrupado Evento de fogo
Área acumulada Área total do evento no momento da detecção Evento de fogo
Quantidade de focos Número de focos de calor a cada detecção Evento de fogo
Duração do evento Tempo acumulado desde a primeira detecção Evento de fogo
Velocidade de expansão Diferença de área do evento nas duas últimas detecções, dividido pelo intervalo de tempo entre as detecções Evento de Fogo

Informa a data/hora mais recente em que houve fogo ativo dentro do evento registrado por um dos seguintes satélites AQUA, TERRA, S-NPP, NOAA-20 e GOES-16.

O satélite GOES-16 possui órbita geoestacionária gerando um imageamento a cada 10 minutos. Durante a análise de grandes eventos de fogo, foi observado que focos de calor deste satélite se sobrepõem à área do evento, o que permite aumentar a informação sobre o evento monitorado. Devido à resolução espacial de 2 km, o dado do GOES-16 não pode ser usado para delimitar a forma vetorial do evento. A baixa resolução espacial também gera limitações para eventos de fogo de menor proporção, tanto por não gerar focos de calor como pela falta de acurácia geográfica que faz com que os focos caiam fora do perímetro do evento. Em função das limitações apresentadas, o uso do GOES-16 se restringe à definição do status apresentado no cabeçalho da tabela de evento, e o foco deve obedecer à regra espacial de intersecção de um evento já existente. Com isso, aproveitamos a alta resolução temporal do satélite com possibilidade de atualizar o status de grandes eventos de 10 em 10 min.

Imagens óticas durante a noite realça a luminosidade de alguns fenômenos na superfície terrestre. Se há luminosidade em áreas remotas sem frequência recorrente e sobrepondo um evento de fogo entende-se que há uma associação entre as duas informações. No entanto, é preciso checar se ao redor do evento não há conglomerados urbanos ou povoamento, pois estas classes de uso do solo estão sob condição da luz urbana. Também não se deve fazer uma relação entre a luminosidade da imagem noturna e a frente de fogo do evento devido a contaminação dos pixels de luminosidade com os pixels vizinhos, conforme pode ser observado na imagem abaixo.

Encaminhe um arquivo no formato “.shp” ou “.kml” para o e-mail paineldofogo@sipam.gov.br. No escopo do e-mail informe a instituição e o raio de atuação das brigadas (se não houver um raio específico, informe também). Caso haja atualização da quantidade e localização das brigadas nos envie um novo e-mail com o arquivo atualizado.

As imagens Sentinel-2 são atualizadas todo dia para o Brasil inteiro, embora a revisita seja de cinco dias. No entanto, se a passagem coincidir com o momento em que um evento de fogo estiver ativo é possível observar a frente de fogo e a cicatriz da área já queimada a partir da camada “fogo ativo” e a pluma de fumaça e o tipo de combustível (vegetação).

Como foi dito anteriormente, um evento pode ser atualizado a cada passagem dos quatro satélites de orbita polar, o que atualiza as propriedades intrínsecas do evento bem como sua forma vetorial disponibilizada no painel. Considerando que cada passagem se repete duas vezes ao dia temos 8 possibilidades de detecções. Considerando que o evento se forma a partir da disponibilização do dado primário (foco de calor) a camada do evento é reprocessada às 02:00, 04:00, 06:00, 08:00, 10:00, 12:00, 14:00, 16:00, 18:00, 20:00, 22:00 e 22:00 (GMT -3) Adicionalmente, nos eventos em que há sobreposição de focos de calor do GOES-16 o status pode chegar a ser atualizado a cada dez minutos.

Conforme explica (Chen. Et al, 2022) desde o final da década de 1970, instrumentos de sensoriamento remoto por satélite é usado como uma fonte de dados alternativa e confiável para mapeamento de área e gravidade do incêndio. Em muitas aplicações iniciais as detecções de incêndio eram frequentemente relatadas como uma série de eventos independentes em nível de pixel em uma grade espacial, que muitas vezes ignorava as ligações espaciais e temporais entre eles. Estudos recentes usaram ideias de classificação orientada a objetos e crescimento contextual para rastrear as propriedades de incêndios individuais usando dados de incêndio em nível de pixel (ver tabela). Os dados mais amplamente utilizados nestes estudos são produtos de área queimada de sensores de imagem infravermelhos de resolução média (por exemplo MODIS). No entanto, esses produtos muitas vezes não são adequados para gerar uma avaliação rápida de eventos de incêndio. Isso ocorre porque um intervalo sustentado de observações de refletância de superfície pós-fogo é necessário no algoritmo de detecção de mudança usado para estimar a área queimada.

Estudo Região Período de tempo Detecção de fogo por satélite Resolução Espacial Resolução Temporal Abordagem geoespacial (espacial, temporal) Produto Quase em Tempo Real Perímetro externo Necessário Saída Vetorial Tamanho do Fogo Produto
Lobeoda e Csiszar, 2007 Norte da Eurásia 2001 - 2009 Focos de Calor (MODIS) 1 km Diário Espaço-temporal (2.5 km, 4 dias) Não Não Não Tudo/Todos -
Archibald and Roy, 2009 Sul da ÁfricaSul da África 2000 – 2008 Área Queimada (MODIS) 500 m Diário Espaço-temporal (tocou, 8 dias) Não Não Não Tudo/Todos -
Veraverbeke et al., 2014 Alasca e oeste Dos EUA 2007 – 2012 Área Queimada e Focos de Calor (MODIS) 500 m e 1 km Diário Modelo de krigagem Não Sim Não Grandes incêndios Selecionados -
Loepfe et al., 2014 Europa 2001 – 2010 Focos de Calor (MODIS) 1 km Diário Algoritmo de Propagação (11 km, 1 dia) Não Não Não > 2 hot spots (pontos quentes) -
Nogueira et al., 2017 Savanas do Brasil 2002 – 2009 Área Queimada (MODIS) 500 m Diário Espaço-temporal (tocou, 8 dias) Não Não Sim (elipses Montados) Tudo/Todos -
Laurent et al., 2018 Global 2005 - 2011 Área Queimada (MODIS e MERIS) 500 m e 300 m Diário Espaço-temporal (tocou, 3 dias, 5 dias, 9 dias, 14 dias) Não Não Sim (elipses Montados) > 5 burned pixels (pixels queimados) FRY
Artes et al., 2019 Global 2000 – 2018 Área Queimada (MODIS) 500 m Diário Espaço-temporal (tocou, 5 dias, 16 dias) Não Não Não Tudo/Todos GlobFire
Andela et al., 2019 Global 2003- 2016 Área Queimada (MODIS) 500 m Diário Mínimos locais e Limiares de persistência Do fogo Não Não Não Tudo/Todos Fire Atlas
Balch et al., 2020 CONUS 2001 - 2019 Área Queimada (MODIS) 500 m Diário Espaço-temporal (2315 m, 11 dias) Não Não Sim Tudo/Todos FIRED
Chen et al, 2022 Califórnia 2012–2020 VIIRS AF (banda I) 375 m Meio dia Agregação espaço-temporal progressiva (limiares espaciais dependentes de LCT, 5 dias) Sim Não Sim Tudo FEDERAIS
Censipam, 2021 Brasil 2015 - atual Focos de Calor (MODIS e VIIRS) 0,3 - 1 km - Agregação Espaço-temporal (800 m, >50 min. <6 hrs) Sim Não Sim 1km² Painel do Fogo

Sim. Foram validados qualitativamente com o apoio dos bombeiros do estado de Rondônia durante a operação Verde Rondônia em 2021, foi possível sobrevoar os eventos selecionados, entender sua magnitude e eliminar a possibilidade de falsos positivos. Após o sobrevoo, os bombeiros mais próximos foram enviados para combater os incêndios em poucas horas, quando poderiam levar dias. Os resultados foram publicados no Internetional Geoscience and Remote Sensing Symposium (IGARSS) 2022 por de Faria et al (2022).

A validação quantitativa foi realizada comparando o número diário de Eventos de fogo do Amazon Dashboard durante o ano de 2021 para o bioma Amazônia. O gráfico de dispersão indica um grau positivo de quantidade por eventos enquanto que o gráfico de linhas ilustra que ambos os produtos modulam a mesma tendência na quantidade de eventos por dia.

Não, O objetivo do painel é o acionamento de equipes para o combate. Adicionalmente, usamos a série histórica contida no banco de dados para gerar estatísticas no Painel de indicadores.

Informa a data/hora mais recente em que houve fogo ativo dentro do evento registrado por um dos seguintes satélites AQUA, TERRA, S-NPP, NOAA-20 e GOES-16.

O uso do GOES-16 no status está restrito a regra espacial de intersecção de um evento já existente e com isso aproveitamos a alta resolução temporal. O satélite GOES-16 possui órbita geoestacionária gerando um imageamento a cada 10 minutos. Durante a análise de grandes eventos de fogo foi observado que focos de calor deste satélite sobrepõe a área do evento, o que permite aumentar a informação sobre o evento monitorado. Devido a resolução espacial de 2 km não pode ser usado para delimitar a forma vetorial do evento . A bbaixa resolução espacial também gera limitações para eventos de fogo de menor proporção, tanto por não gerar focos de calor como pela falta de acurácia geográfica que faz com que os focos caiam fora do perímetro do evento.

Escopo espacial: Brasil menos áreas espúrias.

Sim, as áreas urbanas (cidades e distritos) e áreas de povoado são excluídos do escopo bem como foram mapeadas os focos espúrios disponibilizados no BD Queimadas. Adicionalmente, a equipe de analistas do Censipam monitoram continuamente eventos de fogo espúrio utilizando o indicador de severidade para acionamento. A figura que mostra o gráfico de severidade no painel do fogo exibe o comportamento temporal de um evento espúrio típico de área industrial.

Basta enviar um e-mail para paineldofogo@sipam.gov.br

Coordenação de Desenvolvimento Sustentável + Queimadas - CODESUS

  • Henrique Bernini: Coordenador/Gerente de projeto;
  • Daniela Faria: Líder de equipe;
  • Sgt. Alynne Junqueira: Analista;
  • Elisama Oliveira: Analista;
  • Tania Mara Baraúna: Analista;
  • Douglas Fernandes da Silva Nogueira: Geoprocessamento/estagiário;

Coordenação de Geoinformática - CGEO

  • Roberto Javier Rivera Lombardi: Coordenador;
  • Cristina Beneditti: Analista;

Coordenação Geral de Tecnologia da Informação - CGTI

  • Francisco Enedelson Passos: Coordenador;
  • José de Paula Rodrigues Neto Assis: Administrador de banco de dados;
  • Sgt. Richard Paim Dias Ribeiro: Desenvolvedor Web;
  • Bruno Alphonsus de Oliveira Nascimento: Administrador de banco de dados;

Colaboradores

  • Juliana Mota de carvalho: Assessoria de comunicação Censipam;
  • Paulo Maurício Moura de Souza (bolsista): Coordenação de Meteorologia Censipam;
  • Fabiano Morelli: INPE;
  • Daniel Borini Alves: Pesquisador (UNESP);
  • Bruno Contursi Cambraia: ICMBio;
  • João Paulo Morita: ICMBio;
  • Ten. Cel. Tadeu Sanchez Pinheiro: GOA/CBM-RO;
  • Sgt. Marcelo Lopes de Carvalho: CBM-RO;
  • Edson Mintsu Hung: LISA/UnB;

Ex-colaboradores

  • Warley Almeida: Desenvolvedor web;
  • Thiago de Lima Martarole: Analista de sistemas;
  • Lucimara Brito Mereles: Geoprocessamento/estagiária
  • José Vitor Gonçalves de Melo: Desenvolvedor Geo/estagiário.
  • Gabriel Morais Russo: Desenvolvedor Geo/estagiário;

Sgt. Richard Paim Dias Ribeiro José de Paula Rodrigues Neto Assis Sgt. Richard Paim Dias Ribeiro José de Paula Rodrigues Neto Assis Sgt. Richard Paim Dias Ribeiro José de Paula Rodrigues Neto Assis
Data Versão Descrição Autor
06/07/2021 1.0 Criação - Abrangência Amazônia Legal + Pantanal Daniela Faria
Henrique Bernini
06/03/2022 2.0 Atualização - Abragência Brasil Daniela Faria
Henrique Bernini
06/07/2022 3.0 Atualização - Aumento da resolução temporal AQUA/TERRA + GOES-16 Sgt. Alynne Junqueira
Daniela Faria
Henrique Bernini